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TRANSPORTE FLUVIAL
É
um dos mais antigos meios de transporte que se conhece,
desempenhando importante papel no descobrimento, povoamento
e ocupação dos continentes. Nesses casos, os rios se
transformaram em verdadeiros caminhos naturais.
A navegação fluvial é praticada, com maior ou menor
intensidade, em todo o mundo. Destaca-se, no entanto, na
Europa, onde grandes e importantes obras (canais
artificiais, instalações portuárias, barragens etc.) foram
construídas para permitir melhor aproveitamento do
transporte de mercadorias diversas. Os rios europeus
navegáveis são muitos: Reno, Danúbio, Ródano, Sena, Volga,
Don etc.
Na América a navegação é praticada nos rios Amazonas, São
Lourenço, Mississipi, Ohio, Tennessee, Orenoco, Madalena,
São Francisco, Paraguai, entre outros.
Na África, destaca-se a navegação nos rios Nilo, Níger,
Zaire ou Congo, Zambeze etc.
Na Ásia, destacam-se os rios Ganges, Indo, Mekong, Yang-tsé
Kiang, Huango-ho etc.
Dentre os diversos fatores que influenciam a navegação
fluvial destacamos os seguintes:
Relevo:
Enquanto os rios de planície são ótimos para a navegação, os
de planalto costumam apresentar cachoeiras. Entretanto, com
a evolução da engenharia, esses obstáculos são superados com
a construção de comportas.
Clima: Nas áreas
muito frias, os rios são utilizados para navegação somente
na primavera e no verão; no outono e inverno, devido ao
congelamento, a navegação fica paralisada. Nas áreas com
seca prolongada, a navegação também é prejudicada por causa
da grande variação do nível das águas. Nesse caso, a solução
para uma navegação permanente está na construção de represas
ou barragens para regularizar o nível das águas.
Algumas características e vantagens do TRANSPORTE
FLUVIAL:
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custo operacional (depende basicamente das operações de
carga e descarga);
-
grande capacidade de carga;
é
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muito econômico para pequenas e grandes distâncias;
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pequeno consumo de energia.
A indústria do transporte reveste-se, em todo o mundo, de
enorme importância econômica, representando área estratégica
para os governos.
As ações governamentais definidas para o transporte
determinam em grande medida, a capacidade de resposta deste
setor à demanda econômica por mobilidade, com evidentes
impactos no desenvolvimento econômico e social das cidades.
Em São Paulo, em função dos constantes problemas
relacionados com a imobilidade do trânsito, faz se
necessário voltar os olhos para novas formas de
deslocamentos urbanos ligados ao deslocamento fluvial.
Diversas cidades do mundo já vem utilizando esta
alternativa.
Os níveis de congestionamento em que se encontram as vias
marginais de São Paulo e principalmente seu sistema radial
impedem que a cidade desenvolva seu tráfego naturalmente.
As pessoas paradas dentro de seus veículos observam que o
rio é o único que se movimenta, em que pese sua brutal
poluição.
Os rios Tietê e Pinheiros estão prontos para a navegação,
inclusive com os gabaritos que atendem perfeitamente estas
operações principalmente em épocas de chuvas.
No Brasil, essa indústria vem experimentando mudanças
significativas nos últimos anos. Tais mudanças decorrem, em
primeiro lugar, das alterações políticas e econômicas que
vêm ocorrendo no cenário internacional, sintetizadas no fato
de que as trocas mundiais têm aumentado muito mais
rapidamente do que a produção mundial.
Este aumento da integração econômica entre países, com a
substituição da referência geopolítica pela referência
geoeconômica, aumenta mais ainda a parcela de
responsabilidade dos transportes no desenvolvimento
econômico.
Também, o imperativo da consideração do meio-ambiente na
movimentação física e o desenvolvimento acelerado das
chamadas Novas Tecnologias de informação e Comunicação (NTIC)
provocam grandes reflexos sobre o Transporte, que agora deve
se pautar pelo conceito mais amplo de Logística, ou
transporte controlado por informação, sob pena de não ser
efetivo.
Em segundo lugar, no cenário nacional, o Estado, dentro de
uma nova estratégia de inserção internacional, assume um
papel cada vez menos intervencionista e mais facilitador,
voltado à criação de condições favoráveis ao desenvolvimento
dos transportes pela iniciativa privada, e não à sua
produção direta.
Neste contexto, destaca-se a desregulamentação e
privatização do sistema portuário brasileiro, responsável
por mais de 95% do comércio exterior do país, que teve como
objetivo principal, melhorar o desempenho operacional dos
portos, pelo estabelecimento da concorrência.
Este novo posicionamento do Estado, quanto ao seu papel na
promoção do desenvolvimento econômico, levou à necessidade
de criação de Agências Reguladoras, instituições destinadas
a garantir que os benefícios da estratégia de
desregulamentação e privatização das atividades econômicas
sejam plenamente alcançados, no sentido do aumento da
competitividade sistêmica da economia brasileira, da defesa
dos usuários e da universalização dos serviços.
O desenho das Agências Reguladoras no Brasil tem, então,
como pressupostos básicos, a autonomia financeira e
decisória. Assumiram estas, assim, a forma de Autarquias
Especiais:
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Autarquias, pois gozam de autonomia administrativa,
vinculadas, mas não subordinadas, a órgãos do poder
executivo – no caso da ANTAQ, ao Ministério dos
Transportes;
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Especiais, porque suas respectivas Leis de criação
consagram essa autonomia financeira e decisória, optando
pelo modelo colegiado de direção, e mandato fixo para os
dirigentes.
“RELATÓRIO DE GESTÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES
AQUAVIÁRIOS – 2002”
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