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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO
GRANDE DO SUL
ESCOLA DE ENGENHARIA
LASTRAN - Laboratório de Sistemas de Transportes
Objetivo
• Analisar impacto da adoção dos sistemas de
concessões baseados na cobrança de pedágio no transporte
rodoviário de carga
• Reforma do Estado - ocorre em nível mundial
• admissão da necessidade de parceria público-privado
Transporte e Logística
Modelo Funcional (5 níveis)
• 1. Fluxo de Mercadorias
• 2. Operação de Transportes
• 3. Infra-estrutura de Transportes
• 4. Exploração dos recursos da informática
• 5. Infra-estrutura de telecomunicações
Fonte: OECD (1992)
Transporte e Logística
• Os níveis representam funções e não
entidades organizacionais
• uma organização pode cobrir vários níveis
o Exemplo: uma indústria pode ela mesmo transportar seus
produtos
Transporte e Logística
• Atividades de decisão dos níveis podem ser
dividias em:
o Estrutural - infra-estrutura física (rodovias), e estrutura
organizacional (estratégia de empresa e rede de clientes)
o Componentes - mão-de-obra, veículos, máquinas, rede de
informática
o Gestão - alocação de recursos, gerência de tráfego,
programação, controle
Transporte e Logística
• Decisões tomadas pelos atores no interior de
cada nível são influenciadas por outros aspectos, como: o
economia, tecnologia e políticas públicas
• Certas decisões impactam o longo prazo (exemplo, investimentos
em infra-estrutura), outras no curto prazo (adaptaçãoa novas
demandas, adoção de novas tecnologias)
• Logística gera demandas de novos serviços
• evolução da operação do transporte requer novos investimentos,
ações no campo da regulamentação, e conceitos de gestão para sua
rede de infra-estrutura
A empresa de transporte rodoviário de carga e o cenário competitivo
• TRC = 63% da matriz de transporte de bens no
Brasil
• Mercado é constituído de muitos ofertadores e demandores
• Para aumentar market share, empresas buscam diferenciação de
serviços
• Diferenciação implica em mudanças no nível de operação de
transportes, envolvendo as 3 variáveis de decisão: estrutural,
componentes, e gestão (figura)
A empresa de transporte rodoviário de carga e o
cenário competitivo
• Porter: para as empresas, diferenciação
minimiza efeitos adversos da competição
• Christopher: Adição de valor pela diferenciação melhora
posição das empresas no mercado
• Para a demanda, diferenciação é vista como qualificação do
produto
A empresa de transporte rodoviário de carga e o cenário competitivo
• Tendência do TRC:
o diminuição da participação de pequenas empresas
o empresas médias tendem a se agrupar e formar suas próprias
redes de transportes
o tendência de surgimento de megaempresas (visando ganhos de
escala e informação, entre outros)
A empresa de transporte rodoviário de carga e o
cenário competitivo
• Quadro do TRC inclui ainda surgimento da
figura do Operador Logístico - pessoa jurídica contratada para a
realização do transporte multimodal de carga da origem até o
destino, por meios próprios ou através de terceiros
A empresa de transporte rodoviário de carga e o cenário
competitivo
• Tendência é substituir modelo onde dono da carga contratava
diferente empresas para transportar seus produtos;
• por modelo em que dono da carga contrata operador multimodal,
e este gerencia todo o transporte, da origem ao destino
A empresa de transporte rodoviário de carga e o cenário
competitivo
• Análise global das tendências vis-à-vis estágio atual das
empresas do setor indica modificações, alterando sobremaneira a
configuração atual
Infra-estrutura rodoviária e circulação
• Usuário quer desempenho da rede como um todo e não apenas o de
alguns arcos (trechos) individualmente
• ineficiência de trechos pode ocasionar problemas para a rede
como um todo
Infra-estrutura rodoviária e circulação
• Á luz das necessidades da demanda também deve ser observado
que:
o serviços de logística tem sempre necessidade de
confiabilidade, e não apenas velocidade;
o operador de transporte deve ser capaz de prever e de se manter
em janelas horárias, tanto no processo de suprimento quanto de
distribuição
Infra-estrutura rodoviária e circulação
• Á luz das necessidades da demanda também deve ser observado
que:
o Procura evitar atrasos provocados por congestionamentos
(próximos a grandes áreas urbanas), acidentes, e paradas
supérfluas em terminais intermodais
Infra-estrutura rodoviária e circulação
• Fornecedores de infra-estrutura não tem ainda plena percepção
de que são parte de sistema mais complexo (figura) (situação não
muito diferente daquela dos transportadores de carga)
Um Estudo no Rio Grande do Sul
• Formas que caracterizam parceria
público-privado:
o Régie Interessée
o Affermage
o DBFOT
o BOT
o BTO
o BOO
o BBO
o LDO ( Lease-Develop-Operate)
o CAO
Características do Programa gaúcho
• O programa está inserido
o área 90 municípios
o 25,26% do território estadual
o 50,3% da população do Estado
o 51% do PIB do RS
Características do Programa gaúcho
• Pólos de concessão
o conjunto de segmentos rodoviários convergentes para um mesmo
ponto;
o pólo dependente e independente;
• Critério de licitação
o tarifa fixada
o prazo de concessão 15 anos
o fator de disputa: extensão (recuperação e operação)
Características do Programa gaúcho
• valores tarifa diferenciados por categoria
por desgastes diferentes;
• fator de equivalência de 1,67 por eixo;
• R$ 3,00 carro;
• R$ 5,00 caminhão 2 eixos;
• R$ 7,50 caminhão 3 eixos
• R$ 12,50 caminhão 5 eixos
Perguntas Básicas do Estudo
• A tarifa atual coincide com o que o usuário
está disposto a pagar ?
• A melhoria das rodovias compensa a tarifa cobrada ?
• O custo dos produtos será alterado com a cobrança do pedágio ?
Impactos Analisados
• Percepção dos usuários em relação às características do
serviço prestado;
• Alteração no custo operacional dos transportadores de cargas;
• Alteração no custo de alguns produtos produzidos no estado;
Percepção dos usuários
Avaliação dos Custos Operacionais
• Métodos utilizados
o HDM;
o Trans System;
• Caminhões Tipo
o leve
o médio
o pesado
Rotas e cenários analisados
• Importância de analisar rede (e rotas) como
um todo e não apenas um determinado pólo (ou trecho)
• estudo considerou rotas representativas do escoamento da
produção de algumas regiões importantes do Estado (nível 1 do
modelo funcional - figura)
• foram simulados (com HDM) 2 cenários - condição do pavimento
antes das concessões e depois
Resultados - cenário 1
Resultados simulação cenário 1 (pavimento bom)
Resultados - cenário 2
Resultados simulação cenário 1 (pavimento regular)
Participação dos Custos de Transportes no Custo dos Produtos
o setor coureiro-calçadista:3,19%
o setor metal-mecânico: 3,78%
o setor fumo: 3,25%
o setor química: 2,80%
o setor soja: 6,35%
o setor Leite: 7,07%
Alteração no Custo dos Produtos
A tarifa atual coincide com o que o usuário
está disposto a pagar ?
• Sim, para os veículos de passeio;
• Parcialmente, para os veículos de carga, uma vez que estão
dispostos a pagar 80% do valor básico
A melhoria das rodovias compensa a tarifa cobrada ?
• Sim, para o cenário 2, onde tem ônus, embora pequeno;
• tendência de Não, para o cenário 2, pois caminhão pesado
tem ônus, embora pequeno.
O custo dos produtos será alterado com a cobrança do pedágio
?
• Não, o custo dos produtos fica praticamente inalterado com
a cobrança de pedágios
Comentários Finais
• Novo cenário pode chamar “indústria do transporte”:
• inclui ofertadores de infra-estrutura (concessionárias ou
governos) e ETC, dentro de uma visão logística moderna, que
acompanha movimentos observados no setor produtivo como um
todo
• Compreensão do papel de cada agente é fundamental para
análises sobre participação do pedágio nos custos do
transporte de carga.
• A ênfase, portanto, fica por conta da necessidade de uma
análise sistêmica, lembrando que transporte (infra-estrutura
e operação) constituem atividades-meio, a serviço da
eficiência da economia.
• Necessidade de uma concepção global:
o da rede pedagiada (e a não-pedagiada) com vistas a
minimizar impacto na demanda
o da tecnologia de cobrança
o base de dados vinculada a modelo multimodal de
planejamento de transportes (política integrada de
transportes)
• Necessidade de uma concepção global:
o programas de concessão estaduais e federal devem estar
interligados
o visão estratégica de que infra-estrutura está dentro de um
sistema complexo (parte da cadeia produtiva) deve ser de
quem fornece e de quem gerencia o sistema (governo e agência
reguladora)
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