- INTRODUÇÃO
As questões ambientais requisitam, de
maneira crescente mais espaço dentro da Engenharia de Tráfego, e esta discussão deve
vincular-se à Companhia que administra a Segunda maior cidade do mundo. Este engajamento
deve se dar pela direção da CET e por seus técnicos, demostrando seu interesse por um
problema de âmbito mundial, através da sua principal responsabilidade, que é a
delegação da operação do trânsito sobre este assunto se faz urgente, tanto na esfera
profissional como na qualidade de cidadãos, o que os torna duplamente responsáveis pelos
níveis de vida desta metrópole.
Uma nova postura com relação às questões ambientais pode evitar que
nos tornemos vítimas do caos iminente, mas que curiosamente, possui possibilidades de
reversão.

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- MONÓXIDO DE CARBONO QUESTÃO DE SEGURANÇA
Abre-se um novo espaço na área de medicina
do trânsito, no qual se discute que os usuários do sistema urbano expostos a altas
concentrações de poluentes têm maior probabilidade de sofrer acidentes vários. O
desenvolvimento desta idéia aponta o monóxido de carbono como principal agente causador
do fenômeno, já que diminui a oxigenação cerebral, provocando perda instantânea de
memória. É importante ressaltar a grande afinidade que o monóxido de carbono possui com
as moléculas de hemoglobina, que chega a ultrapassar cerca de 210 vezes a afinidade do
oxigênio com as mesmas moléculas.

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A grande sociedade de poluentes que colabora com o processo evolutivo
e destrutivo de nossas fontes de oxigênio merecem ser melhor investigadas, pois além de
serem carcinogênios e mutagênios, têm uma participação na formação do
"smog", formado através de reações fotoquímicas piorando o fator
visibilidade e por conseguinte, a segurança no tráfego.
Estamos falando da cidade de São Paulo, que, em conjunto com a região
metropolitana, apresenta 4.000.000 de veículos distribuídos na seguinte modalidade:
3.200.000 automóveis, sendo destes 1.200.000 a álcool, 230.000 caminhões e 20.000
ônibus.
As informações sobre curvas de poluentes lançados por veículos
automotores, no Brasil se restringem aos dados fornecidos pela CETESB e informam somente
para duas velocidades, no que diz respeito a poluentes primários.
- PRINCIPAIS POLUENTES
As categorias de veículos, ambas utilizando
motores a combustão interna são duas: motor de ignição por faísca e motor de
combustão espontânea. Nos primeiros estão enquadrados os veículos a gasolina ou
álcool, e os outros a diesel; diferenciam-se uns dos outros pela robustez, isto é, pelas
relações de compressão, sistema de introdução de combustível e a ignição.
Os principais poluentes, chamados também de poluentes primários, são os seguintes:
Monóxido de Carbono (CO), Oxido de Nitrogênio (Nox), Hidrocarboneto (HC) e Material
Particulado (MP).
Para podermos iniciar os diversos trabalhos relacionados à poluição
ambiental, precisamos Ter em mãos uma ferramenta que nos oriente nas tomadas de
decisões, podendo assim melhorarmos a qualidade de vida das pessoas que vivem no meio
urbano.
- NOVOS PARÂMETROS INFLUÊNCIA
Dentre os parâmetros usualmente avaliados
(distâncias percorridas, tempo de percurso, velocidades, atendimento ao usuário de
transporte coletivo e respectivos custos decorrentes), para uma análise comparativa das
situações antes, durante e após obra, também deve ser considerada a necessidade de
calcularmos para os projetos de desvios de tráfego, a influência dos poluentes lançados
por veículos automotores, na saúde da população atingida.
- MUDANÇAS DE FILOSOFIA
Existe a necessidade de eliminar o vício de
avaliar um projeto somente pelas variáveis técnicas e econômicas, esquecendo-se da
variável ambiental. É nesse sentido que partimos para a busca de uma ferramenta que
orientasse melhor as decisões relacionadas às alternativas de desvios de tráfego.
Apesar de grande esforço despendido pela CETESB no controle da poluição
por veículos automotores (os quais são responsáveis por 70 % da carga de poluição do
município), este órgão só dispõe de duas referências de velocidades para veículos
à álcool e gasolina, mas, de qualquer forma. Importantes para este "pontapé"
inicial.

Para ajudar na calibração e escolha da melhor alternativa, é que se
partiu para o esboço destas curvas. É primordial Ter em mente que a Engenharia de
Tráfego não é somente uma ciência exata, é também uma ciência social, uma vez que
trabalha com seres humanos e seu inter-relacionamento no meio ambiente.
As curvas de poluentes foram obtidas através das adaptações e ajustes
gráficos dos dados de um Projeto Americano realizado na capital da Tailândia (Bangcoc) e
ainda foram consideradas as duas referências de velocidade adaptadas da CETESB.
Os estudos relativos à emissão de poluentes no Brasil e em diversos
países para veículos automotores leves, consideram uma velocidade de tráfego de 31,5
Km/h Tabela 1. Contudo, sabe-se que velocidades inferiores são detectadas nos
grandes centros urbanos em consequência dos constantes congestionamentos. A partir daí,
a CETESB realizou um trabalho ensaiando um ciclo de emissão, chamado ciclo modificado,
onde a velocidade referente é de 19 Km/h Tabela 2.
Estes ensaios mostraram um aumento médio de 25% nas emissões de
monóxido de carbono. 20% nas emissões de hidrocarbonetos, uma redução de 15% nas
emissões de óxido de nitrogênio e um aumento de 20% no consumo de combustível.
TABELA 1
|
Ciclo Original |
19 Km/h |
|
Álcool G/Km |
Gasolina G/Km |
|
CO |
HC |
NOx |
CO |
HC |
NOx |
|
Média Frota Circulante |
18.8 |
1.6 |
1.1 |
40.5 |
3.8 |
1.4 |
TABELA 2
|
Ciclo Modificado |
19 Km/h |
|
Álcool G/Km |
Gasolina G/Km |
|
CO |
HC |
NOx |
CO |
HC |
NOx |
Média Frota Circulante |
23.5 |
1.9 |
0.9 |
50.6 |
4.6 |
1.2 |
- CURVAS PROPOSTAS
A seguir são apresentadas as curvas dos
poluentes primários lançados por espécie de combustível e a classe dos veículos;
curvas estas assumidas inicialmente para desenvolvimento dos trabalhos relacionados a
emissão no sistema viário.
- Diesel caminhões e ônibus
Da mesma forma, os dados adotados para emissão de poluentes por motor
ciclo diesel, formam de Bancoc, por não haver dados mais consistentes no Brasil. Estas
emissões são apresentadas em função das velocidades médias.

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- Diesel veículos utilitários

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- Álcool automóveis
O álcool como os outros combustíveis,
tem somente duas velocidades de ensaio no Brasil. Dessa forma, não temos informações da
conformação desta curva de emissão, já que detemos esta tecnologia e uso.
Na proposição da curva de emissão do álcool, assumimos que esta tem a
mesma conformação que da gasolina; por isso assumiremos que as curvas típicas,
adaptadas para estas emissões sejam as seguintes:

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A curva de óxido de nitrogênio neste caso, mostra uma
redução de emissão de para velocidades próximas de 10 Km/h, contrariando a filosofia
ou fenômeno das demais curvas; que tem tendência de emitir mais poluentes quando
situados abaixo desta velocidade.
A explicação para esta ocorrência é a seguinte: os óxidos de
Nitrogênio se formam a altas temperaturas e altas relações ar-combustível, que são
duas constantes quando se têm velocidades altas.
- Gasolina autos e caminhões

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- COMENTÁRIOS FINAIS