BRAZHUMAN CORP - Engenharia Consultiva em Trânsito e Transportes

[ Home ]

Metodologia bhc-023

Definição de configuração viária das entradas e saídas nas vias principais
 

Autor: Engenheiro José Tadeu Braz – julho 93

Nota : Estes conceitos podem ser aplicados ainda em entradas e saídas de grandes empreendimentos (indústrias, shoppings, etc.).

INTRODUÇÃO

Geralmente, no Brasil, para o dimensionamento de faixas de aceleração e desaceleração, não são considerados nos cálculos as distâncias de convergência e divergência necessárias nas entradas e saídas de vias expressas urbanas e rodoviárias. É importante que estas distâncias sejam dimensionadas adequadamente, para garantir a segurança e a eficiência das operações do tráfego.

metodo023-1.jpg (2522 bytes)
Clique na imagem para vê-la maior.

Os Estados Unidos e o Canadá, após intensas pesquisas sobre distâncias necessárias de convergência e divergência, desenvolveram uma metodologia de cálculo, a qual considera alguns fatores que irão determinar estas distâncias.

Os fatores desta teoria a seguir abordados, não fazem parte ainda de bibliografias de tráfego, mas serão inseridos brevemente nas publicações da AASHTO*.

É importante ressaltar que os fatores que determinam os comprimentos necessários de convergência e divergência não dependem do greide da via, somente da velocidade da via principal.

Apesar de largamente utilizada por estes países, no Brasil desconhecemos a aplicação desta teoria.


TRÊS DIRETRIZES CONDICIONAM A CONFIGURAÇÃO VIÁRIA:

Faixas de Aceleração e Desaceleração;
Distância de Convergência e Divergência;
Direcionamento (ângulo) do alinhamento na entrada e saída.

Faixa de Aceleração
A faixa de aceleração possibilita ao tráfego entrando na via principal aumentar a sua velocidade até um valor que se aproxima daquela que irá encontrar nesta via.

Faixa de Desaceleração
A faixa de desaceleração possibilita ao tráfego saindo reduzir a sua velocidade de acordo com as restrições do alinhamento no ramo, sem prejudicar o tráfego de passagem da via principal.

Considerações sobre Velocidades e Conflitos
Sabe-se hoje que a causa principal dos acidentes em estradas e vias expressas, em sua grande maioria é resultado das interferências nas entradas e saídas em agulhas e em interconexões em geral. Estes acidentes têm como causa principal as diferenças de velocidade das vias que concorrem.

Um veículo proveniente de uma via secundária com intenções de adentrar a corrente de tráfego de uma via expressa, deve assumir uma velocidade compatível de forma a não perturbar a operação da via principal, assim como da via principal para a secundária.

O envolvimento de duas correntes de tráfego tentando utilizar o mesmo espaço cria situação incomoda para ambos, no caso de vias expressas e rodovias.

metodo023-2.jpg (2576 bytes)
Clique na imagem para vê-la maior.

A velocidade regulamentada, se refere a uma velocidade compatível com as condições físicas e operacionais da via, em condições favoráveis, esta velocidade representa aproximadamente 85% da velocidade do projeto. Este procedimento introduz uma segurança maior na eventualidade da velocidade de regulamentada ser ultrapassada.

 

DISTÂNCIA DE CONVERGÊNCIA
A distância facilita a negociação de entrada do tráfego da via secundária junto ao fluxo da via principal.

DISTÂNCIA DE DIVERGÊNCIA
A distância de divergência facilita a negociação de saída do tráfego da via principal para via secundária sem prejuízo do tráfego de passagem.

DIRECIONAMENTO (ÂNGULO)
DO ALINHAMENTO NA ENTRADA – o ângulo do alinhamento na entrada (medido no nariz físico) direciona o tráfego num ângulo apropriado para se juntar com o fluxo de tráfego da via principal.

metodo023-3.jpg (2350 bytes)
Clique na imagem para vê-la maior.

DO ALINHAMENTO NA SAÍDA
– o ângulo do alinhamento na saída (medido no nariz físico) possibilita uma mudança gradual do alinhamento da via principal para o alinhamento no ramo.

O fator de convergência tem um relacionamento direto com a aceleração, assim como o fator de divergência com a desaceleração.


DISTÂNCIA DE CONVERGÊNCIA (Dconv)

Dconv = 1,9 x V
Onde V = Velocidade em quilometros por hora.
Dconv = Distância de convergência em metros.
A fórmula original deste fator é a seguinte:
Dconv =
10 x V
3,28
onde V = Velocidade em milhas por hora e 3,28 como fator de correção para metros.

DISTÂNCIA DE DIVERGÊNCIA (Ddiver)
Ddiver = 1,5 x V
onde V = Velocidade em quilômetros por hora.
Ddiver – Distância de Divergência em metros.
A fórmula original deste fator é a seguinte:
Ddiver = 8 x V
3,28
onde V = Velocidade em milhas por hora.

Para obter um exemplo prático desta metodologia procure um dos técnicos da brazhuman corp.

 

BIBLIOGRAFIA
AMERICAN ASSOCIATION HIGHWAY AND TRANPORTATION OFFICIALS.
A policy on geometric design of highways and streets 
Washington: AASHTO, 1984.
Consultoria e anotações pessoais, fornecidas pelo Engº Peter Jaunzems, em trabalhos desenvolvidos (em conjunto), no Projeto de Duplicação da Rodovia Dom Pedro I no ano de 1988.
Este trabalho foi apresentado pelo autor no congresso da ANPET em Recife-PE em 1995


Brazhuman Corp Engenharia e Consultoria Ltda
Rua Major Sertório, 212, 1ºa - Cj 11
São Paulo - Vila Buarque Cep. 01222-000
Tel:(11) 3255-8155 e 3237-4976
e-mail :
brazhuman@brazhuman.com.br

www.centralsite.com