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CAIXAS DE SEGURANÇA (SAFETY-BOX)
Ferramentas de MEquiTRAN
(Traffic Calming)
TRATAMENTO DE ÁREAS PARA
TRAVESSIA SEGURA DE PEDESTRES
Gerenciamento/Administração da Velocidade
autor: José Tadeu Braz – CREASP: 0682413070
Projeto protegido por registro no CONFEA/CREASP-para utilização
consultar o autor
RELATÓRIO TÉCNICO
DEZEMBRO / 2003
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO: Fatos que não devemos
ignorar
2. CONCEITO
3. A CONDIÇÃO
DO PEDESTRE E O FATOR RISCO
4. SISTEMA PROPOSTO
5. APLICAÇÕES DO DISPOSITIVO
6. CAMPANHA EDUCATIVA
7. BENEFÍCIOS
Para informações sobre os anexos, entrar em
contato
ANEXO-1: Projetos padrão – sinalização horizontal e vertical
ANEXO-2: Especificações técnicas – dispositivos luminosos
ANEXO-3: Elementos para a campanha educativa
ANEXO-4: Legislação correlata
1. INTRODUÇÃO
Fatos que não devemos ignorar
“Acidentes acontecem...”
Frases como esta, freqüentemente repetidas quando nos vemos diante
de fatos já ocorridos, diante do inevitável, representam um
sentimento conformista que não mais se justifica diante da
tecnologia atualmente disponibilizada para que eventos deste tipo
sejam evitados, poupando seres humanos e economizando recursos
públicos que, assim, retornam para a comunidade melhor aproveitados,
na forma de benefícios, melhorando a qualidade de vida para todos.
Acidentes de trânsito constituem um triste exemplo que se enquadra
nesta premissa. Quando nos deslocamos pelo sistema viário de nossas
cidades ou por uma rodovia, eventualmente nos deparamos com este
tipo de ocorrência ou nos tornamos as próprias vítimas ou nos
envolvemos com os fatos ocorridos com algum amigo, parente ou
familiar.
No Brasil os acidentes de trânsito são freqüentes e, infelizmente,
inúmeras vezes lideram as estatísticas de trânsito mundiais.
Um estudo preparado pelo Instituto de Segurança no Trânsito avalia o
custo dos acidentes no Brasil. Em 1998, ano-base deste estudo, cerca
de 40.000 brasileiros morreram, 400.000 se feriram e 100.000 ficaram
inválidos devido a este tipo de acidente.
R$ CUSTO ANUAL DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO NO BRASIL (EM REAIS)
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Perda de produção |
8 bilhões |
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Perdas materiais |
6 bilhões |
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Custos médicos |
5,4 bilhões |
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Despesas c/ pagamento de seguro |
1 bilhão |
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Atendimento da Previdência |
600 milhões |
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Custos legais |
200 milhões |
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Outros custos |
200 milhões |
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Total |
21,4 bilhões |
No município de São Paulo, por exemplo, no ano 2000, circulava uma
frota de aproximadamente 3.893.000 veículos, sendo registrados:
01 acidente a cada 2,9 minutos
01 atropelamento a cada 44,4 minutos
01 ocupante de veículo morto a cada 11,6 horas
01 pedestre morto a cada 11,9 horas
01 pessoa morta a cada 5,9 horas
A estatística paulistana prossegue delineando um quadro mórbido da
amplitude e das conseqüências dos acidentes de trânsito, que poucos
conhecem, mas que muitas pessoas experimentam de forma dolorosa em
suas vidas.
Guardadas as devidas proporções, este quadro se repete em muitas
cidades brasileiras, especialmente nos grandes centros urbanos, onde
a concentração maior de veículos e pessoas cria o ambiente propício
para que os acidentes de trânsito aconteçam.
Estes “ingredientes” são aqueles que os especialistas costumam
denominar “fator veículo”, “fator via”, e “fator humano”, de modo a
sistematizar o estudo das causas de acidentes de trânsito e agir
sobre elas, diminuindo riscos.
O fator veículo diz respeito à observação das boas condições
de manutenção do automóvel e ao seu correto aparelhamento, evitando
que este circule com deficiência de luzes, desgaste excessivo de
pneus, freios ou, até mesmo, sem os equipamentos necessários, como o
cinto de segurança, espelhos retrovisores, pisca alerta e outros
previstos no Código de Trânsito Brasileiro - CTB.
O fator via está relacionado com as condições do sistema
viário e do ambiente físico que o circunda. Assim, torna-se
importante garantir a correta forma de sinalizar as situações com as
quais o condutor do veículo irá se deparar adiante ou proibir
determinadas manobras que possam resultar em risco para outros
condutores ou pedestres. Isto é feito mediante a implantação, junto
à via, de placas, pintura de solo, semáforos, lombadas, etc..
Finalmente, o fator humano, talvez o mais complexo de se trabalhar,
constitui o desafio de educar o condutor e também o pedestre, para
que este se comporte de modo a não contribuir para que o acidente de
trânsito aconteça. Um veículo em perfeitas condições de uso e uma
via devidamente sinalizada não garantem que seu condutor obedeça à
sinalização. Um pedestre sem a educação necessária, específica para
situações críticas do trânsito, mesmo avistando uma placa
corretamente colocada, pode simplesmente ignorá-la ou avaliar mal os
riscos que envolvem, por exemplo, o simples ato de atravessar uma
rodovia nas proximidades de um entroncamento ou de um acesso à uma
cidade.
início
Talvez por esta razão e por tantas
outras associadas, como a má diagramação de placas ou a economia de
recursos em sua fabricação, é que hoje as placas de travessia de
pedestres nas rodovias não tem, por parte de quem deveria
obedecê-las (condutores e pedestres), a devida credibilidade. Em
alguns casos a informação é tão mal transmitida que ninguém sabe
onde o pedestre deve ou vai atravessar.
No caso específico do problema de respeito às travessias de
pedestres, objeto deste relatório técnico, os estudos de ASTHON
indicam que é necessário ser previamente combinado com o pedestre e
com o motorista onde são efetivamente os locais de travessia,
evitando assim qualquer tipo de dúvida, lembrando que em trânsito,
um segundo de indecisão pode resultar em um grave acidente entre
dois ou mais veículos, em atropelamentos ou na perda de vidas.

Quando pensamos no problema de travessias de pedestres tendemos a
considerar somente os elementos pertinentes à sinalização de
trânsito – o fator via – viabilizando de imediato a colocação de uma
faixa de segurança e, se formos mais além – e nem sempre vamos –
estaremos viabilizando ainda a colocação de placas ou lombadas
alertando os motoristas que se aproximam deste local.

Infelizmente, na maioria das vezes, desconsideramos o comportamento
e o desejo do pedestre não percebendo também os efeitos negativos da
lombada física, penalizando bons e maus condutores
indiscriminadamente, ou o quanto está aquém das necessidades o
tratamento pontual oferecido pela lombada eletrônica, que não
garante condições seguras para travessia, dando uma falsa segurança
ao pedestre.

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início
É necessário um novo sistema de sinalização que solucione este
dilema de forma mais ampla. Certamente, na falta deste sistema,
residem as causas do fracasso de experiências bem intencionadas nas
quais se tende a desprezar o fator humano, especialmente, neste
caso, o comportamento do pedestre.
Mas, se passamos a considerar este importante fator, uma questão
inevitavelmente se coloca: O que é o pedestre?
Uma resposta mais ampla envolveria considerações de cunho biológico,
sociológico, etc., que fogem aos objetivos deste estudo. Alguns
adjetivos são colocados apenas para auxiliar a montar um perfil
preliminar:
- Idade variada: possui, portanto, aptidões físicas (velocidade de
caminhamento, visão, audição) e experiências diferenciadas
(avaliação do risco de atropelamento, analfabetismo) conforme as
diversas faixas etárias, tornando mais complexa a tarefa de escolher
os elementos de sinalização necessários ao correto entendimento das
situações de trânsito;
- Apressado: o pedestre está, na maioria das vezes, apressado em
atingir seu destino e viabilizar as tarefas que lhe cabem, assim,
não quer perder tempo em situações que lhe desinteressam, como ter
que esperar a aproximação e passagem de um veículo até que possa
efetuar uma travessia;
- Lento: Em contrapartida ao sentimento de pressa, há alguns
pedestres fisicamente lentos, especialmente os mais idosos ou
aqueles que possuem algum tipo de limitação física, para os quais
certos tempos semafóricos de travessia são insuficientes;
- Orgulhoso, impetuoso, vaidoso: o pedestre sente-se desafiado a
vencer a máquina ou aquele que está por traz dela, ao volante, em
melhores condições econômicas. Isto provoca o ímpeto de atravessar
nas condições mais críticas, evidenciando aos semelhantes suas
aptidões diferenciadas;
- Obstinado e provido de consciência: o pedestre não muda sua linha
de desejo (sua trajetória pré-estabelecida) salvo se visualizar uma
forte restrição em seu caminho – um policial, um alagamento, um muro
ou determinados tipos de gradil, etc.
Mesmo diante de tão poucos elementos, já se torna evidente o quanto
o problema da travessia segura de pedestres pode se tornar complexo
em determinados locais onde se concentram condições críticas da via
e, sobretudo de pedestres, merecendo um tratamento técnico
sofisticado, para que vidas não sejam perdidas.
Travessias com velocidade máxima de 5 km/h - Holanda
O sistema de sinalização denominado CAIXA DE SEGURANÇA atende às
situações mais abrangentes, promovendo, ao mesmo tempo a educação
necessária, a informação precisa e clara, o alerta imprescindível e
as demais condições necessárias para a redução dos atropelamentos
nestas condições, contribuindo para que o jargão “acidentes
acontecem...” caia em desuso.
José Tadeu Braz
início

2. CONCEITO
A CAIXA DE SEGURANÇA (ou Safety Box) é um sistema de sinalização
combinada que se destina a garantir a travessia segura de pedestres
em áreas críticas como:
- Trechos de via diante de escolas, parques de diversão e outros
atrativos;
- Trechos de via diante de grandes empreendimentos e prédios
públicos;
- Trechos de via que separam praias ou represas de grupos de
edificações;
- Trechos de rodovia que separam dois setores de uma cidade;
- Trechos de rodovia próximos a entroncamentos, acessos e outras
facilidades;
- Demais locais onde ocorra intensa travessia de pedestres e um
semáforo não seja a solução recomendável;
Este sistema, detalhado a frente e no item 4 e no ANEXO-1 deste
relatório, é composto, basicamente, por uma pré-sinalização, pela
sinalização aplicada ao local específico da travessia e pela
sinalização posicionada posteriormente a este local, cobrindo assim
um trecho mais amplo que no caso de uma lombada eletrônica, com
vantagens evidentes sobre este dispositivo.
A pré-sinalização, formada por placas e banners, tem caráter de
advertência, informativo e educativo, sendo destinada a alertar e
instruir o condutor do veículo que se aproxima, quanto à ocorrência
da travessia de pedestres, informando qual o procedimento a ser
adotado (uso do farol baixo, velocidade máxima permitida) e
induzindo um comportamento “amigável” em relação ao pedestre que
terá pela frente.
A sinalização aplicada ao local da travessia tem caráter restritivo
(limite de velocidade, proibição de ultrapassagem) educativo (placa
e dispositivo luminoso com o pictograma de um rosto expressivo que
informa se a velocidade do condutor está correta) e punitivo
(dispositivo luminoso com o pictograma de um rosto expressivo que
informa se a velocidade do condutor ultrapassou o limite e aplica a
multa).
A partir deste ponto a sinalização horizontal define três ambientes,
sendo aplicada em três cores: amarela para a área de aproximação
(com símbolo de regulamentação de velocidade), verde para a CAIXA DE
SEGURANÇA (com símbolo do pedestre e reforço do limite de velocidade
anteriormente ao dispositivo punitivo) e vermelha na área de
restrição de circulação longitudinal, onde o trânsito de veículos é
proibido – avanço de passeio ou piso diferenciado).
Complementando a CAIXA DE SEGURANÇA propriamente dita, são
posicionados delineadores de área de travessia (para informar ao
pedestre e ao condutor), balizas flexíveis (para impedir
ultrapassagens e aumentar o atrito lateral, induzindo à redução de
velocidades – estreitamento de pista) e o dispositivo educativo, ao
término da área de aproximação e início da CAIXA DE SEGURANÇA que,
como vimos, informa o condutor quanto à postura correta para
atravessá-la.

clique na imagem para ampliá-la
Posteriormente ao término da CAIXA DE SEGURANÇA (trecho verde) está
colocado o dispositivo punitivo, cujo sensor é posicionado
anteriormente, possibilitando assim que os infratores sejam autuados
e informados eletronicamente, na hipótese de comportamento que venha
a gerar risco de atropelamento no local. Em seguida é posicionada
uma placa com o pictograma expressivo, agradecendo aos condutores
pelo bom comportamento, induzindo-os assim a mantê-lo em qualquer
situação de trânsito.
O sistema contem assim os elementos necessários à eliminação dos
riscos de atropelamentos:
- Informando correta e antecipada do evento de tráfego adiante
(travessia de pedestre, riscos de atropelamento);
- Orientando quais os procedimentos que devem ser adotados ao
transitar pelo trecho mais crítico (uso do farol baixo, redução de
velocidade a um limite compatível);
- Educando quanto ao fato que o pedestre deve ser respeitado
(pictograma expressivo chamando o condutor de “amigo”, ou seja, um
ser semelhante);
- Regulamentando o limite máximo de velocidade para que não reste
dúvida sobre qual a velocidade adequada para atravessar a CAIXA DE
SEGURANÇA (placa de regulamentação);
- Informando se o condutor está dentro do limite máximo de
velocidade (dispositivo luminoso educativo);
- Definindo, com extrema clareza, a área de proximidade, permanência
e de travessia de pedestres (trechos em amarelo, vermelho e verde,
respectivamente);
- Indicando o local mais adequado para o pedestre atravessar
(delineadores de travessia);
- Impedindo que o condutor adote posturas inadequadas como
ultrapassar veículos mais lentos ou aumente sua velocidade no trecho
mais crítico (balizas flexíveis)
- Punindo os infratores através de autuação eletrônica;
- Educando os condutores, indistintamente, após o término do
sistema;
início
3. A CONDIÇÃO
DO PEDESTRE E O FATOR RISCO
Quando consideramos o fator humano na composição de um acidente,
devemos, como já foi dito, considerar de um modo especial o
pedestre.
Ao considerarmos o pedestre, além da abordagem preliminar proposta,
que envolve um perfil baseado em suas atitudes e emoções – ver
introdução deste estudo -, assume também importância a condição
física e social do pedestre e, muitas vezes decorrente destas, o
fator risco que o pedestre poderá assumir.
3.1 A condição do pedestre
a- Faixa etária
É evidente que uma criança de até 5 anos de idade não possui
experiência suficiente para conviver no ambiente do trânsito, razão
pela qual são freqüentemente acompanhadas em travessias ou
deslocamentos pelas vias de tráfego.
Atualmente existe o consenso que até aos 9 anos de idade uma criança
não possui a habilidade requerida para atravessar ruas e avenidas em
segurança. As estatísticas de atropelamento concentram altos índices
próximos desta faixa etária, o que talvez se explique pelas
seguintes razões:
- Crianças têm dificuldade para avaliar a velocidade de aproximação
de veículos, de que direção estão vindo e a que distância se
encontram;
- Crianças, sobretudo as de mais tenra idade, tem opiniões erradas
sobre os autos, entendendo que estes param instantaneamente e que o
motorista pode avistá-las com facilidade;
- Crianças não avaliam o perigo a que estão sujeitas por
desconhecerem as conseqüências de um acidente como o de trânsito,
por exemplo;
O dispositivo proposto se propõe a considerar estas
particularidades, à medida que emprega uma linguagem acessível à
criança (cores, pictogramas), além de sua implantação vir precedida
de campanhas educativas que envolvem elementos lúdicos que
conduzirão este tipo de pedestre ao local de travessia segura,
conforme descrevemos no item 6 e no ANEXO-3 deste relatório.
No outro extremo, está a faixa etária dos idosos. A diminuição dos
reflexos e as limitações físicas impostas pela idade transformam em
pedestres um grande contingente de idosos.
Estatísticas da União Européia dão conta que 34 % dos mortos por
atropelamentos em rodovia estão concentrados na faixa etária acima
dos 60 anos de idade, o que pode ser explicado por deterioração
física, sensorial e cognitiva.
As principais alterações que dificultam a mobilidade segura do
pedestre idoso são as seguintes:
- Redução da visão;
- Diminuição da audição;
- Atenção limitada;
- Agilidade, equilíbrio e estabilidade diminuídos;
- Incapacidade de evitar rapidamente situações perigosas;
- Confiança excessiva que os condutores seguirão as regras de
trânsito;
- Reflexos lentos;
O dispositivo proposto atende também a esta classe de pedestre, pois
estabelece claramente o local onde a travessia segura pode ser
executada. Este local é livre de obstáculo e a faixa destinada à
travessia se mantém razoavelmente plana, sem degraus que dificultem
o avanço do idoso.
A travessia do idoso, assim como a de crianças e demais pedestres é
devidamente “negociada” com os condutores de veículos que trafegam
pela CAIXA DE SEGURANÇA.
b- Deficiência física
Pessoas com dificuldade de locomoção provocada por limitações
físicas (locomotoras, visuais, auditivas, mentais), por correrem
grande risco e atropelamento e pelas dificuldades evidentes de
efetuarem travessias em locais de tráfego intenso, constituem outro
grupo a ser especialmente considerado.
Cadeirantes necessitam de rampas cuja inclinação máxima não deve
ultrapassar 10% e, associadas a estas, o rebaixamento de guias em
calçadas é outra facilidade prevista no dispositivo proposto,
visando atrair este tipo de pedestre para o local onde está
instalada a CAIXA DE SEGURANÇA.
Cegos são contemplados com um trajeto delineado pelo piso podotátil
que os conduzirá até o local da travessia segura. Um sinal sonoro
específico informa que o local está equipado para a travessia
segura. Placas em alfabeto Braile contendo instruções serão
estrategicamente posicionadas. Associada a estas medidas, a campanha
educativa poderá formar uma mentalidade nos condutores voltada para
o respeito ao sinal da bengala em riste, internacionalmente
conhecido, a partir do qual os veículos param ou reduzem a
velocidade ao extremo para que o deficiente visual possa executar a
travessia de forma segura.
Surdos, mudos e deficientes mentais serão orientados através de
campanhas.

c- Nível educacional
Analfabetos, semi-analfabetos e, eventualmente imigrantes de cidades
pequenas, tem dificuldade para entender as regras mais elementares
de trânsito.
O dispositivo proposto busca desta forma uma linguagem extremamente
clara, através de sinais e cores, além do posicionamento na via de
acordo com a linha de desejo da maioria dos pedestres.

d- Comportamento grupal
Grupos de jovens, crianças e até mesmo de terceira idade, tendem a
desafiar os condutores de uma corrente de tráfego, devido ao caráter
anônimo que a “massa” de indivíduos sugere.
A delimitação de um espaço, como prevista no dispositivo proposto,
sugere certo confinamento, que tende a inibir tal comportamento. Ao
mesmo tempo, estabelece regras para ambos: condutores e pedestres,
diminuindo riscos e aumentando a segurança no local.

3.2 O Fator Risco
São comuns os relatos atropelamentos ocorridos sob passarelas, um
equipamento de custo relativamente alto que, ao contrário do que se
imagina, nem sempre é devidamente utilizado pelo pedestre.
Por quê o pedestre prefere correr o risco ao invés de gastar
calorias subindo a rampa ou as escadarias de uma passarela?
Por quê o pedestre se arrisca a atravessar em locais inseguros,
quando há uma travessia semaforizada a poucos metros de sua posição?
Os estudos de WILDE sintetizam a “Teoria da homeostase”: Cada
indivíduo tolera um determinado nível de risco aceitável para
maximizar o benefício global esperado de uma atividade.

Corolário-1: A conduta de risco e a magnitude das perdas devidas a
acidentes e doenças em função de um estilo de vida arriscado são
mantidos pelo indivíduo através do tempo, a menos que ocorra uma
mudança no nível de risco tolerado.
Corolário-2: Quanto maior a segurança percebida, maior o risco
tolerado.
O modus operandis do dispositivo proposto considera as premissas
desta teoria.
A CAIXA DE SEGURANÇA é um sistema combinado de sinalização e
facilidades planejado para atuar diretamente sobre o comportamento
de condutores e pedestres, assumindo o papel mediador do conflito
iminente que gera o risco e pode ocasionar o atropelamento.
Ao atuar sobre o comportamento do condutor, o aparato de sinalização
estabelece uma relação direta em sua mente quanto à necessidade de
preservação da vida e induz, imediatamente, o comportamento esperado
(redução de velocidade, prioridade ao pedestre).
As campanhas educativas consolidam ao longo do tempo uma consciência
favorável ao pedestre (seja gentil... obrigado amigo... muito
bem...) que se pretende seja multiplicadora deste tipo de
comportamento entre outros condutores através de conversas entre
amigos e do exemplo dos mais experimentados.
Ao atuar sobre o pedestre, qualquer que seja a sua condição, as
facilidades que precedem o aparato de sinalização e o aparato
propriamente dito, alertam o pedestre quanto aos riscos de uma
travessia e instruindo-o a executá-la de forma segura.
As campanhas educativas voltadas para o pedestre, formam ao longo do
tempo uma mentalidade de respeito ao condutor, ao veículo e, por
conseguinte, aos riscos envolvidos na travessia de um fluxo de
tráfego intenso.
Aplicando a teoria de Wilde, o dispositivo CAIXA DE SEGURANÇA busca
estabelecer um diálogo, uma negociação entre condutores e pedestres
que vai muito além de uma mera sinalização restritiva, impositiva,
punitiva, como tradicionalmente vem sendo utilizado, infelizmente,
com resultados insatisfatórios.

O tratamento da área de travessia é, portanto, voltado para esta
interação condutor-pedestre, reduzindo riscos com benefícios
computados em vidas preservadas.
início

4. SISTEMA PROPOSTO
O sistema combinado de sinalização é composto de dois tipos básicos
(rural e urbano) formados pelos seguintes elementos que, agrupados,
condicionam o comportamento dos condutores e dos pedestres
estabelecendo um “acordo” (cf. ASHTON) entre ambos, garantindo a
travessia segura.
O conjunto da sinalização combinada converge para um trecho
particular (área verde) que constitui o dispositivo que denominamos
CAIXA DE SEGURANÇA.
4.1 Elementos básicos
- Pré-sinalização: banners e placas especiais;
- Sinalização do local da travessia: placa especial, pintura de
pavimento, símbolos, sinal luminoso (caráter educativo), sensores de
asfalto (laços detetores), delineadores e balizas flexíveis;
- Sinalização após a saída do dispositivo: placa especial, pintura
de pavimento, sinal luminoso (caráter educativo);
+
4.2 Sinalização vertical
a) Banners
Estrategicamente posicionadas antes do dispositivo, em locais de
alta visibilidade, se destinam a informar o condutor que haverá uma
travessia de pedestre na área verde adiante e que, por questões de
segurança e respeito à vida (subliminar), deve acender o farol baixo
de seu veículo.
As banners projetadas, para melhor dosagem das mensagens, não
informam a velocidade limite, função reservada às placas de
regulamentação.
b) Placas de advertência
Do tipo composto (sinal + legendas) com o desenho da placa de
travessia de pedestres conforme o Anexo 2 do CTB, complementado por
mensagens da distância do veículo ao local da travessia (A 300 m) e,
com desenho e inscrição associado à área verde, que terá pela frente
em instantes.
c) Placa de regulamentação
Do tipo composto (sinal + legendas) com o desenho da placa de limite
de velocidade conforme o CTB, complementado pela mensagem “no piso
verde” e, com desenho associado à área verde.
d) Placa informativa
Do tipo composto (sinal + legendas) com o desenho do pictograma
expressivo – rosto com sorriso - complementado pela mensagem “no
piso verde” e, com desenho e inscrição associado à área verde.
Esta placa é colocada junto ao dispositivo luminoso educativo, para
induzir o comportamento ideal do motorista neste local. Passa a
mensagem subliminar “garanta a segurança do pedestre e todos ficarão
felizes”, razão pela qual um rosto sorridente foi adotado para
expressar o comportamento correto do condutor.
e) Placa educativa
Do tipo composto (sinal + legendas) com o desenho do pictograma
expressivo, complementado pela mensagem “obrigado amigos”.
Colocada após o dispositivo luminoso punitivo, visa, qualquer que
seja o comportamento adotado pelo condutor ao passar pela CAIXA DE
SEGURANÇA, fixar em sua mente a imagem do comportamento ideal,
sempre favorecendo a segurança dos pedestres.
f) Delineadores de travessia
Placas especiais, com o pictograma do pedestre em movimento
associado a uma seta e colocadas em seqüência, de modo a saturar o
condutor com a informação do local preciso em que se efetua a
travessia.
Pela razão exposta acima, são adotadas cores quentes e
contrastantes, aumentando o impacto e a conspicuidade da mensagem.
4.3 Sinalização vertical para Pedestres
4.4 Pavimento diferenciado e elevação de Guias

a) Área de aproximação
Recebe pintura amarela, associada às placas de advertência,
induzindo um alerta aos condutores da proximidade da CAIXA DE
SEGURANÇA. Esta pintura ocupa toda a largura da faixa de rolamento.
b) CAIXA DE SEGURANÇA
Recebe pintura verde, associada aos banners e às placas que
constituem a pré-sinalização do sistema.
A cor verde está associada à permissão – ou local ideal de
inter-relacionamento (Área de Amenização) - para travessia do
pedestre.
Ao mesmo tempo, indica ao condutor que não há obrigatoriedade de
deter seu veículo neste local, evitando paradas bruscas que possam
ocasionar colisões.
c) Área de restrição à circulação longitudinal de veículos
(acostamentos)
Recebe pintura vermelha, em se tratando de acostamentos de rodovia,
impondo uma forte restrição à circulação de veículos, pois esta é a
área onde o pedestre se acumula para antes de executar a travessia.

4.4 Sinalização horizontal

a) Símbolo da placa de regulamentação
O símbolo da placa com o limite de velocidade é pintado no início da
área de aproximação (amarela), centralizado na faixa de rolamento e
antecedendo o dispositivo luminoso educativo, atendendo à
normalização do CTB.
b) Símbolo do pedestre
O símbolo internacional do pedestre é pintado centralizado na faixa
de rolamento e no início da CAIXA DE SEGURANÇA (área verde), à vista
do condutor, quando este está passando pelo laço detetor do
dispositivo luminoso educativo.
c) Símbolo da placa de advertência
O símbolo da placa com o limite de velocidade – formato advertência
- é pintado ao término da CAIXA DE SEGURANÇA (área verde),
centralizado na faixa de rolamento e antecedendo o dispositivo
luminoso punitivo, para advertir o condutor que ainda é necessário
manter a velocidade limite especificada, compatível com o trecho
crítico de via que seu veículo atravessa e que a segurança dos
pedestres exige.
4.5 Canalizações
Entre as faixas de rolamento, são colocados balizadores flexíveis,
aumentando as restrições à ultrapassagem e ao aumento de velocidade
(atrito lateral) no local onde são executadas as travessias de
pedestres (área verde).
4.6 Sinalização luminosa
a) Painel luminoso educativo
Posicionado ao término da área amarela e início da área verde, logo
após os laços detetores da velocidade com que o veículo entrou na
aproximação da CAIXA DE SEGURANÇA.

Caso a velocidade esteja compatível com a segurança dos pedestres, o
display sinaliza com o pictograma do rosto sorridente. Do contrário,
o rosto mostrado terá a expressão triste – sorriso invertido –
alertando o condutor para que este reduza sua velocidade conforme o
limite ideal regulamentado.
b) Painel luminoso punitivo
Posicionado após o término da área verde, logo após os laços
detetores da velocidade com que o veículo transitou pela CAIXA DE
SEGURANÇA.
Caso a velocidade esteja compatível com a segurança dos pedestres, o
display sinaliza com o pictograma do rosto sorridente. Do contrário,
será mostrada a velocidade excedente ao limite e, automaticamente
será feito o registro fotográfico do veículo para posterior
autuação.

4.7 Rebaixamento de guia para deficientes físicos
Em complementação ao sistema combinado de sinalização, devem ser
implantados rebaixamentos de guia para deficientes físicos onde este
dispositivo se aplicar, conforme.
Leis Federais nº 10.048 e 10.098, ambas de 2000 e Resoluções da CPA
de São Paulo e NBR 9050 ABNT.


4.8 Piso referencial podotátil
Sempre que possível, o sistema combinado de sinalização deverá
prever a implantação de piso referencial tátil, conforme
especificações da CPA-Comissão Permanente de Acessibilidade de São
Paulo e NBR 9050 ABNT.

4.9 Iluminação da área de travessia
Deve ser empregada como reforço de segurança do pedestre integrando
o sistema combinado de sinalização em lugares cuja iluminação
pública não seja suficiente para definir o pedestre ou em locais com
alto potencial de atropelamento, ainda que bem iluminados (efeito
destacador do pedestre).

4.10 Sistemas típicos previstos
a) Ambiente rural
Composição do sistema aplicada às particularidades das rodovias de
pista simples (S1 – S2 – S3) ou dupla (RD-1), conforme detalhamos no
projeto padrão constante do ANEXO-1.
b) Ambiente urbano
Composição do sistema aplicada às particularidades das vias urbanas
de pista simples (US1), dupla (UD-1) ou tripla (UT-1), conforme
detalhamos no projeto padrão constante do ANEXO-1.
c) Travessias de Escolares em Locais Ermos

d) Travessias de Usuários de Ônibus

início
5. APLICAÇÕES DO DISPOSITIVO
5.1 Sistema 1 – Conjunto educativo
O conjunto educativo é aplicável em locais cujo fluxo de tráfego não
apresenta alta intensidade e os intervalos para travessia (gaps) são
freqüentes, mas não fornecem a garantia de segurança ao pedestre.
Neste sistema não há medição de velocidades. Apenas o pictograma
associado é empregado como sinalização luminosa, além do aparato de
sinalização e facilidades descrito no item 4 deste relatório.

5.2 Sistema 2 - Controle por detecção de velocidade
Este sistema se traduz no aparato de sinalização descrito no item 4
deste estudo e é aplicável quando os fluxos de tráfego são
superiores aos exigidos para o Sistema 1 e inferiores aos exigidos
para o Sistema 3 descrito a seguir.
Em função da velocidade máxima que vier a ser regulamentada (5 km/h,
20 km/h, 30 km/h, 40 km/h, etc.), o condutor forçosamente guardará
distância do veículo à frente formando o intervalo (ou gap)
desejado. Desta forma, o pelotão (grupo de veículos) se aproximará
da CAIXA DE SEGURANÇA com velocidade compatível com a do pelotão de
pedestres que estiver executando a travessia neste momento.
5.3 Sistema 3 - Controle Semafórico
Em casos mais críticos (fluxos muito intensos, baixa ocorrência de
gaps) torna-se imperativo o fechamento da corrente de tráfego por
intervalos de, no mínimo 5 segundos para que os veículos efetuem a
configuração de “gaps” desejada.
Isto é feito mediante a instalação de um semáforo (ciclo pequeno) e
a implantação de uma faixa de pedestres associada ao dispositivo
(ver projeto padrão no ANEXO-1 deste relatório).
Desta forma, o tráfego de veículos interrompido cria gaps de 9 a 10
segundos, suficientes, na maioria dos casos, para os pedestres
medianos atravessarem.
A depender do local onde o dispositivo seja implantado (proximidade
de escolas, asilos, instituições de deficientes físicos, etc.) ou
até mesmo dos períodos do dia (manhã, tarde, noite) estes gaps
poderão ser redimensionados, atendendo às mais diversas necessidades
do pelotão de pedestres, sem deixar de considerar a mobilidade dos
autos que circulam pelo local. É o papel mediador do dispositivo.
início
6. CAMPANHA EDUCATIVA
Para que o sistema proposto seja rapidamente assimilado pelos
futuros usuários é necessário que sua implantação seja antecedida e
eventualmente acompanhada por uma campanha educativa entre
condutores e pedestres.
A proposta de campanha envolve elementos físicos, institucionais e
investimentos adicionais de pequena monta.
Plano de Divulgação por Modularidade
Tratamento das Áreas de aproximação de Travessias de Pedestres
Escolas, Pólos Geradores e Núcleos Habitacionais Adjacentes à
Rodovia ou Viário Urbano.
Jogos Tradicionais da Coletividade
Plano de Divulgação por Modularidade
Tratamento das Campanhas - Convergência das Travessias
Escolas, Pólos Geradores e Núcleos Habitacionais Adjacentes à
Rodovia ou Viário Urbano.
Elementos físicos
Fisicamente, foi idealizada para os condutores de veículos uma
sinalização diferenciada a ser colocada em pontos de grande
visibilidade dos municípios e rodovias que lhes dão acesso.
Este item é composto basicamente da colocação de faixa (ou banners)
que apresentarão os dizeres aprovados para a campanha.
Para pedestres como as crianças é proposta a implantação de
“passeios lúdicos”, cuja concepção é apresentada no ITEM 6.
Através da locação de brinquedos em pisos cimentados (amarelinha,
burro, caracol, etc.) e, eventualmente, coloridos em associação com
as cores do dispositivo, as crianças terão maior interesse em
percorrer o trajeto escola/residência ou residência/escola pelo
“caminho lúdico” que os conduzirá ao ponto ideal de travessia,
passando pelo dispositivo CAIXA DE SEGURANÇA, onde poderão efetuar a
travessia de uma rodovia ou via de tráfego intenso com maior
segurança.
Elementos institucionais
Também é recomendada a distribuição de folhetos em escolas,
semáforos, coletivos e estabelecimentos comerciais, sobretudo em
postos de abastecimento e serviços, orientando condutores e
pedestres.
Juntamente com a implantação dos dispositivos de sinalização e
folhetos informativos, é necessário desenvolver um programa de
educação através da mídia eletrônica (rádio, televisão, Internet,
serviços de autofalantes, etc.) para saturar o público alvo.
Devem ser esclarecidos os aspec¬tos relativos ao total de vítimas de
acidentes de trânsito e suas implicações de custo, vítimas e outros
malefícios decorrentes para a sociedade civil.
Um ciclo de palestras técnicas ou seminários em escolas e faculdades
ou em instituições do tipo amigos de bairro, associações de classe,
etc., contribuirá para impedir que se crie uma idéia pré-concebida e
negativa em torno do dispositivo e, ao mesmo tempo, contribuirá para
melhorar a imagem da administração e do órgão público responsável,
tornando-a mais simpática perante a população.
Esclarecimentos e avaliações posteriores divulgados através da mídia
impressa (jornais e outros periódicos locais), evidenciando os bons
resultados obtidos desde a implantação do sistema (diminuição de
acidentes, redução drástica do total de atropelamentos), garantem a
continuidade do programa e aumentam a confiabilidade no sistema.
Espera--se que este tipo de campanha venha a repercutir de forma
extremamente positiva para o município ou para o órgão público que
estiver à sua frente, auferindo-se prêmios nacionais e
internacionais, tornando-se referência para outros municípios
brasileiros e rendendo dividendos políticos e sociais à
administração pública.
Investimentos adicionais
Os investimentos necessários à viabilização da campanha educativa
proposta pelo são de custo relativamente baixo.
Da parte dos usuários não há o que investir.
Da parte do poder público serão necessários apenas investimentos com
sinalização de baixíssimo custo (“banners”) e com a divulgação da
campanha através dos mais diversos tipos de mídia, conforme o
orçamento permitir.
Uma avaliação de custo x benefício certamente demonstrará o quanto a
campanha é viável eliminando a resistência econômica.
Feitos os investimentos iniciais com sinalização e preparo da
campanha, para o poder público restará investir somente no material
humano, garantindo a prévia educação dos usuários deste novo sistema
de segurança viária.
início
7. BENEFÍCIOS
Como retorno dos investimentos necessários para a implantação do
sistema de segurança proposto, são esperados os seguintes
benefícios:
• A redução dos índices de acidentes nas vias de trânsito, pela dos
riscos de atropelamentos;
• A redução de custos hospitalares, em função da queda dos índices
de acidentes;
• Prêmios institucionais, conferidos por organismos nacionais e
internacionais (ANTP, VOLVO, INST, etc.);
• Dividendos de ordem política e social, que melhorem a visibilidade
da administração ou órgão público responsável pela implantação de um
sistema de segurança tão inovador;
• Benefícios à imagem do poder público perante a população, que se
sentirá mais segura e se orgulhará de estar atualizada em relação a
outros municípios;
Estes benefícios poderão ocasionar uma série de efeitos colaterais
positivos, como o favorecimento da opinião pública no sentido de se
criar uma entidade de planejamento e projeto de engenharia de
tráfego, gerando novos empregos.
O sucesso obtido com a implantação de um projeto piloto (teste)
favorecerá a obtenção de verbas para a expansão do programa e
possíveis atualizações com o intuito de melhorá-lo ou adaptá-lo
ainda mais às condições locais.
José Tadeu Braz-
RG: 6.605.659-7 CPF: 699156448-68
tadeuzinhocomz@brazhuman.com.br
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